sábado, 11 de dezembro de 2021

1ºEncontro da Música Goitacá



Hoje!

🏹Neste SÁBADO (11/12) a partir das 15h, a Casa de Cultura Villa Maria/UENF, promoverá o 1o ENCONTRO da MÚSICA GOITACÁ, como parte das comemorações do aniversário da Casa de Cultura Villa Maria. São 28 anos de resistência Cultural.

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🏹Convidamos representantes do NORTE, NOROESTE E LAGOS Fluminense para um encontro musical.

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🏹O evento será híbrido(transmitido pelo Facebook da Villa Maria e da Rádio Goitacá e presencial).

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❤️O evento é aberto para os músicos e amantes da música, que desejem participar deste Bate Papo musical sobre a MÚSICA dos GOITACÁ.

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🏹A Casa de Cultura Villa Maria se reserva no direito de limitar a entrada de participantes e na ocasião, será cobrado na entrada, o comprovante de vacina contra o Covid-19.🚨.

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Realização: Casa de Cultura Villa Maria e Rádio Goitacá.

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MÚSICA BOA, VOCÊ OUVE AQUI. 🏹

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🎧OUÇA pelo site: www.radiogoitaca.com.br

Ou pelo 🎧App⬇️:

https://bit.ly/2SEHQcs

#musicagoitaca

#casadeculturavillamaria

#radiogoitaca

#musicaboa



NAÇÃO GOITACÁ

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

R DE REVOLUCÍON

 


R DE REVOLUCIÓN

Convocatoria para exposición internacional (virtual) de Arte Correo

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- BASES

- UNA obra por artista

- Técnica libre

- Interpretación libre del tema «Revolución»

- Extensión de archivo: .JPG

- Enviar para: tchellodbarros@yahoo.com.br

- Informar: título de la obra, nombre artístico y país

- Tema/Sujeto del e-mail: R DE REVOLUCIÓN

- Recibo desde 01 al 15 de diciembre de 2021

- Exposición: desde 18 hasta 31 de diciembre

- Local: en la página de Facebook: VISUAL POETRY MUSEUM

- Curadoria: Tchello d’Barros | Brasil

 

- BREVE TEXTO CONCEPTUAL PARA EL TEMA “REVOLUCIÓN”

¿Hay actualmente espacio para revoluciones? ¿Hay en su corazón alguna revuelta contra el status quo actual? ¿Necesitamos cambiar algo en nuestra calle o en la geopolítica global? ¿Será la humanidad testigo de alguna (r)evolución en este siglo? ¿Puede el arte ser un arma para transformar las conciencias? No es necesario que responda a estas preguntas, pero su trabajo puede contarnos un poco sobre su combatiente imaginario.

El proyecto es también una homenaje al bicentenario de la revolucionaria sudamericana Anita Garibaldi (1821-1849), la ‘heroína de 2 mundos’. Anita fue amazona, esposa, guerrillera y revolucionaria, luchando en 4 guerras en Brasil, Uruguay y Itália.

 

- EXPOSICIÓN

Exposición independiente, no competitiva, sin premios, patrocinios, comisiones, jurados o ventas. Artistas permanecen con 100% de los derechos de su obra. No se aceptan imágenes ofensivas, violentas, racistas o discriminatorias. Independientemente del tamaño de la imagen o las medidas de los archivos entrantes, todas las obras serán diagramadas y exhibidas en la dimensión clásica del Arte Correo: 10 X 15 cm. La exposición se inaugura en Facebook, pero con posibilidades de itinerancias en otros espacios en Internet o muestras físicas/presenciales. El simple hecho de enviar el archivo indica la autorización para publicación de su nombre y imagen de la obra, por todos los medios y aceptación de las condiciones de este proyecto.

 

 P. S.: Agradecemos si puede dar a conocer esta convocatoria!


Festival Cine Vídeo De Poesia Falada

Fulinaíma MultiProjetos

Studio Fulinaíma Produção Audiovisual

1 ano produzindo e divulgando cine vídeo poesia

 

E continuamos com o trabalho de seleção de Videopoesia para o Festival Cine Vídeo De Poesia Falada.

 O Festival está aberto para poetas e intérpretes. Você pode enviar seu videopoema pelo e-mail portalfulinaima@gmail.com ou pelo zap (22)99815-1268.

 Lembramos que o Festival é realizado desde dezembro e 2020 e está sendo exibido na página Studio Fulinaíma Produção Audiovisual

https://www.facebook.com/studiofulinaima

 

Nic Cardeal – Casas – para o Festival de Poesia Falada clic no link para ver o vídeo

https://www.facebook.com/artur.fulinaima.5/videos/953508161915495

 


Artur Gomes

www.fulinaimagens.blogspot.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

na trilha do fogo

 



                                                       fome

 

ainda que

tentassem

apagar em mim

a tua chama

 

os pratos estão na mesa

 

ainda arde em minha cama

esse mar de fogo

que me mantém acesa

 

Rúbia Querubim

Na Trilha Do Fogo



penetrações

fulinaímicas

no coração


do mato

dentro

na frente

atrás

no centro

 

Artur Gomes

Na Trilha do Fogo

www.arturfulinaima.blogspot.com



Artur Gomes - poeta ator vídeo.maker – 17 livros de poesia publicados – entre eles: Boi Pintadinho (1980), Suor & Cio (1985), Couro Cru & Carne Viva (1987), 20 Poemas Com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção Com Sabor de Campos (1990), Conkretude Versus ConkrEreções (1994), CarNAvalha Gumes (1995), BraziLírica Pereira : A Traição das Metáforas (2000), SagaraNAgens Fulinaímicas 
(2015), JurasSecretas (2018) Pátria A(r)mada
 (20190 e O Poeta Enquanto Coisa (2020).

De 1975 a 2002 coordenou a Oficina de Artes Cênicas da ETFC hoje Instituto Federal Fluminense

Em 1999 criou o FestCampos de Poesia Falada, realizado pela FCJOL até 2019.

De 2011 a 2012 coordenou o laboratório de produção Cine Vídeo no IFF Campus Centro.

De 2014 a 2016 dirigiu Oficinas de Artes Cênicas no SESC Campos.

Em 2014 criou o Sarau Baião de Dois, realizado no SINASEFE Campos até o ano de 2017.

Em 2018 e 2019 lecionou Poéticas no Curso Livre de Teatro da FCJOL.

Em 2021 fez a Curadoria da Mostra Cine Vídeo de Poesia Falada realizada pelo SESC Piracicaba-SP

Mantém no facebook página Studio Fulinaíma Produção Audiovisual o Festival Cine Vídeo de Poesia Falada

contatos:

fulinaima@gmail.com 22 99815-1268 - whatsapp


Pátria A(r)mada

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

procurando o ponto G

 


FlorBela – 

Procurando o Ponto G

 

Nasceu FlorBela entre lençóis e bananeiras

cactos girassóis e alfavaca

quando plantei nunca pensei

ser luz do sol os seus olhos de donzela

nesses temporais tropicalista

dou minha cara a tapa

e muitos beijos com sabores infinitos

quem adivinhar  em que bordel

conheci a sua origem nos arredores da paulista

 

aqui na estação 353 sonhar sagrado rito

no meu terreiro meu corpo santo único mito

quando se despe em guardanapo

e se entrega corpo alma carne dentes

a essa mulher depravada indecente

tão somente por ser filha de Baco

 

Artur Gomes

clic no link para ver o vídeo 

https://www.youtube.com/watch?v=YKS2px9xzqI


Artur Gomes

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Carolina Riger - De Temer A Morte - fragmento

 

De Temer a Morte

 

 

Carolina Rieger


Parte I

 

    Dueto

 

21.  Chão

 

3.  Um uivo

 

4.  Ao covarde

 

5.   Apolínea

 

6.  O gelo

 

7.   Tecelã

 

8.  Salário

 

9.  O dono

 

10.        Mulher

 

11.               Mordaça

 

12.             Te silencio

 

13.             O canto invernal

 

14.             Vigiar

 

15.              Moinho de sonhos

 

16.             Freedom

 

17.              De sonhos nas mãos

 

18.             Por Deus, João

 

19.             Passagem


20.           Grilhões

 

21.             Entorpecimento

 

22.            Mea culpa

 

23.            11 de setembro

 

24.            Ao fim da oração

 

25.            Unidade

 

26.            Mar bravio

 

27.            Guerra

 

28.           Cidade pétrea

 

29.            A fome e a sanha

 

30.           Espírito do tempo

 

31.             Imperativo intercambiável

 

32.            Cacos

 

33.            O que resta do trágico

 

34.            Pós-verdade

 

35.            Na lama

 

36.            As mulheres e suas crianças

 

37.            Guetos

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todavia, deixarei estas páginas - porque quero datar a minha cólera.

Fogachos – Charles Baudelaire.

 

De Temer

Parte I

 

Dueto

 

o vento zomba da carne

espanca a pele e a anca

rasga à navalha a pelanca

o vento zumbe na cara

e esbraveja no ouvido

esfarrapa à farpa a entranha

vento e ventre a grunhir

vazando a víscera vazia

a fome e a noite fria.

 

 Chão

 

Sol a pino

sangue quente corre

às compras

afã enfileirado

prazer

embalagens cores

tilintam moedas

o vão dos dias entupido com produtos

comprar é ensejo entre desejo e dinheiro

talvez seja o último ano de décimo terceiro

há mais Natal para quem compra mais?

Sol a pino

ânimos quentes

é o Natal sobre a terra

a cidade inóspita é toda pedra, mas rasga desigual

descalço

depende de que lado da ponte se fenece

sobre o alicerce da fúria

lascivas s’enleiam penúria e desperdício

a vida circunda o dinheiro

sangue no olho... é assalto!

sangue escorre pelo asfalto

a calçada não absorve

fica o corpo

uma vida pelo carro

as compras continuam

escárnio no engarrafamento

o estorvo vai atrasar a ceia

o que não consome é escarro.


Um uivo

 

Quando o poeta se encontra no ponto mais baixo, o mundo deve realmente estar virado às avessas. Se o poeta não está mais autorizado a falar em nome da sociedade, mas apenas no seu, não resta mais dúvidas de que descemos à última vala.

Henry Miller

 

essa coisa de fazer poesia

e trazer tantos lobos para fora do covil

e lobas, todas no cio

e tantos e tantos vazios

ah, coisa vã que é fazer poesia

e que não fala, uiva

e chora e sangra

estrangeira e nativa

numa ilha igual a todas as outras ilhas...

essa coisa inútil que é fazer poesia

e ser um desnudamento tão íntimo

que de tão íntimo desnudamento

é igual em todos os falantes

ah, coisa inevitável

que é fazer poesia


Ao covarde

 

Da água estagnada espera veneno.

Willian Blake

 

a vileza constitui a fibra covarde

deixa seu limo por onde rasteja e se esgueira

nunca olha nos olhos, sempre de esguelha

cresce pelas costas

a sombra

fétida chega primeiro ao olfato

empunha ardis que não fez, que não faz

porque não tem mãos próprias

de infeliz, gani e cobiça

o riso e a alegria

do outro é o que lhe atiça

quer arrancar frutos que não semeou

rapina, quer mais do que precisa

senta-se em cima dos montes, empanturrado

tem fome por carne morta, esquelética

e prazer em terreno devastado

lança o veneno e espreita pela beira

incapaz de lutar, mata na surdina

ou manda

e foge acovardado.


Apolínea

 

“O caos é apenas uma forma que não compreendemos”

Henry Miller.

 

 

palavra é Sol do meio dia

no ápice lança sua máxima luz

quer descortinar todas as coisas

num feixe quase fisga o absconso

acena e escapa

no centro do firmamento

ilumina a estrada que leva ao encontro

de andarilhos

estrangeiros no desvario de dizer

a palavra arde inclemente

e queima e cansa

e enquanto revela, também mente

palavra, habitante do norte

mote da andança

mas no fim do dia

todos quedos na escuridão da noite imensa, infensa!  

palavra, crime que compensa!

é o que resta

ao poeta, ao pobre, ao pensamento

lavrar no crescente fértil

do coração

que transborda em tempo de cheia

quer traduzir o que corre pela veia

alquimia do Sangue em Sol em Som

dizer e desvelar

o vilarejo da  infância.

 

     

 


O gelo

 

Por que?

Por que nascemos para amar, se vamos morrer?

Por que morrer, se amamos?

Por que falta sentido

ao sentido de viver, amar, morrer?

 

Carlos Drummond de Andrade.

 

todo sorriso ofusca o ocaso

mas nos dentes brilham os polos

dentes de gelo, sorriso de apelo

ressoa um pedido de socorro

um frio que queima cada pelo

que recobre todo o solo

e a todo coração paraliza

impassível

glacial destino de tudo

esquecemo-nos enleados

aquecemo-nos

e amamos em movimento

de fuga do inexorável

vamos, aves de migração

até perder as asas no Ártico.

 

 Tecelã

 

debatemo-nos na teia

da tecelã de fome eterna

move-nos a fereza de escapar

para atarmo-nos em nó adiante

de sedoso tato

neon, a promessa do aeon

no fim do expediente

no fim de semana

do ano e da vida

a terra prometida

no dia cinco

no armagedom

no próximo gole

na sua braguilha

ou no futuro de sua filha

e aumenta o preço do gás

da água e do pão

“dê mais um pouco de si, meu irmão”

que termina

nas ruas, quem não dá mais

braços, pernas e dedos das mãos

olhos, estômago

o discurso e a crença

jorra na taça dos charlatões

que não há banquete sem sacrifício

e duvidar é grande ofensa

pois se é rito sagrado não é matança

é preciso fazer sua conversão.

 


Salário

 

é chegada a véspera

do juízo final

no vento o agouro

da hecatombe

espera e reza

não fuja, não tombe!

a cada um, a parte que cabe

que riqueza recompensa o espólio

partilha feita

aquém e além de nós

herança e legado

e se não foste convidado ao banquete

nem vinho, nem pão, nem peixe

todo quinto dia útil receberá sua condenação.


Ainda Estamos Aqui

poema a(r)mado   todo os dias capino a esperança escavando outras palavras no chão desse quintal   e quando escrevo com enxada              ...